sexta-feira, 14 de maio de 2010

     
Vivemos ao encontro do abandono
          Sem verdade, sem dúvida nem dono.
          Boa é a vida, mas melhor é o vinho.
          O amor é bom, mas é melhor o sono.

     F.P
  O tempo que eu hei sonhado
  Quantos anos foi de vida!
  Ah, quanto do meu passado
  Foi só a vida mentida
  De um futuro imaginado!
 
                   F.P 


Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
            Fernando Pessoa, 1931.

sábado, 18 de abril de 2009



 Si duele mas la cura que la bala y cuando no se espera na y cuando no sana, dime cuanto me amas.
La historia se repite y nuestra historia es una historia de guerra en esta vida hay que luchar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Súplica Cearence - O Rappa (Composição: Luiz Gonzaga)



Oh! Deus, perdoe esse pobre coitado, que de joelhos rezou um bocado, pedindo pra chuva cair, cair sem parar.
Oh! Deus será que o senhor se zangou, e é só por isso que o sol se arretirou, fazendo cair toda chuva que há .
Oh! Senhor, pedi pro sol se esconder um pouquinho, pedi pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão.
Oh! Meu Deus, se eu não rezei direito, a culpa é do sujeito, desse pobre que nem sabe fazer a oração.
Meu Deus, perdoe encher meus olhos d'água, e ter-lhe pedido cheio de mágoa, pro sol inclemente, se arretirar, retirar.
Desculpe, pedir a toda hora, pra chegar o inverno e agora, o inferno queima o meu humilde Ceará.
Oh! Senhor, pedi pro sol se esconder um pouquinho, pedi pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta, planta no chão.
Violência demais, chuva não tem mais, corrupção demais, política demais, tristeza demais. O interesse tem demais!
Violência demais, fome demais, falta demais, promessa demais, seca demais, chuva não tem mais!
Lá no céu demais, chuva tem, tem, tem, não tem, não pode tem, é demais. Pobreza demais, como tem demais!
Falta demais, é demais, chuva não tem mais, seca demais, roubo demais, povo sofre demais. Oh! demais.
Oh! Deus.
Oh! Deus. Só se tiver Deus. Oh! Deus.
Oh! fome. Oh! interesse demais, falta demais...!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

(Autor: Pablo Neruda)

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me olles desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una plabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

domingo, 4 de maio de 2008

Octavio Paz

Epitafio para un poeta



Quiso cantar, cantar
para olvidar
su vida verdadera de mentiras
y recordar
su mentirosa vida de verdades.